Tênue Esperança no Vasto Caos

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QUESTÕES DO PROTO-RENASCIMENTO DO SÉCULO XXI

“Em "Tênue esperança no vasto caos", Jorge Wilheim volta a ocupar-se da perspectiva futura de nossa vida urbana, tecendo considerações sobre o estado atual de caos que define como um período de transição da história e não de mera fase de ajuste para uma economia globalizada. O autor lança a hipótese da economia de mercado vir a ser operada por um sistema diferente do atual capitalismo neomonopolista (um "socialismo de mercado"?) e assinala a gravidade do esgarçamento social presente, para o qual contribuem fatores diversos: a atual vitória do capital sobre o trabalho, as exclusões sociais, a mobilidade populacional, as tensões do arquipélago urbano, a fragmentação social acrescida do aumento de intolerância e violência, a banalização e insensibilização, o crime organizado, tudo ocorrendo sobre o plano da conectividade global, denominado "globalização", que acelera vertiginosamente todos os processos de mudança.

Propõe, como tênue esperança para superar o presente caos, uma hipótese pela qual valeria a pena trabalhar: a da construção de um novo ciclo humanista, a ser conhecido pelos historiadores do futuro como "o Renascimento do século XXI , e tece comentários sobre o que caracterizaria tal futuro: o papel da tecnologia, uma nova divisão do tempo, um individualismo de ética solidária, a educação traduzindo informação para conhecimento. Questiona um eventual desenvolvimento sem trabalho e reexamina também o que poderá vir a ser a relação entre homem e mulher no novo Renascimento, valorizando as diferenças em lugar da tendência para a androginia.

Alertando para os numerosos "inimigos do Renascimento", capazes de frustrar o advento do novo ciclo humanista, a ponto de acelerar a substituição da civilização ocidental por outra, pondera ao final que a hipótese esperançosa aventada deve ser "construída', por meio de estratégias adequadas, hoje ainda mal esboçadas, radicalizando mudanças políticas e sociais em lugar de medidas paliativas de ajuste.”

Texto extraído da contra-capa do livro Tênue esperança no vasto caos