Avenida Sumaré

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Abrangência: Bairros e Loteamentos

Classificação: Requalificação Urbana

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    Avenida Sumaré vista do Viaduto Dr. Arnaldo

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O local onde hoje é a Avenida Sumaré já pertenceu à grande fazenda Pacaembu e era uma importante chácara para a cultura de flores silvestres. Até a década de 1940 o local era uma grande várzea utilizada como região de lazer, com campos de futebol e áreas para piquenique.

A Avenida hoje, com 2.500m de extensão, pista dupla, canteiro central gramado e largas calçadas intensamente arborizadas, é um importante eixo viário da zona oeste de São Paulo. Corta o bairro de Perdizes e se estende sobre o córrego Sumaré já canalizado em direção a Avenida Antártica. Embaixo da ponte da Avenida Dr. Arnaldo foi construída a estação de metrô de mesmo nome.

O projeto fazia parte do sistema de vias expressas que foi iniciado na gestão do prefeito Figueiredo Ferraz, e consistia na construção e na adaptação de várias avenidas que atravessariam a cidade, tanto no sentido leste-oeste como no sentido norte-sul. A malha incluiria anéis viários projetados que fariam ligação com os municípios da região metropolitana de São Paulo, além da conexão com rodovias já existentes e outras que estavam em projeto de construção.

Coube a Jorge Wilheim o projeto da avenida Sumaré, contudo o sistema não foi implantado por inteiro, uma vez que o estudo básico a obedecer se baseava no transporte urbano preferencial por metrô e veículos privados, quadriculando toda a cidade com essa malha generosa e cara. No centro de cada quadrilátero criado pela malha, idealizava-se um adensamento denominado Z3, zonas estas que perduraram na lei de zoneamento, uma vez que não se realizara a malha que lhes tinha dado a razão de ser. Desta malha só se executou a primeira fase da avenida Sumaré. Sua continuação deveria chegar à marginal Pinheiros.