Urbanização da Favela do Sapé

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Abrangência: Bairros e Loteamentos

Classificação: Requalificação Urbana

PLANO DE URBANIZAÇÃO E PROJETO URBANÍSTICO BÁSICO DA FAVELA DO SAPÉ, SP

  • Vitrine

    Caracterização da ocupação

    1 de 6

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    Projeto de reurbanização

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  • Vitrine

    Estudo para via-praça ou via convencional

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  • Vitrine

    Praça da nascente

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  • Vitrine

    Patamares transição entre espaços públicos privados

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  • Vitrine

    Requalificação das áreas remanescentes

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A Favela do Sapé localiza-se em região de urbanização consolidada no distrito do Rio Pequeno na zona sudoeste de São Paulo. Com acesso pela Av. Politécnica, ao norte, e pela Rodovia Raposo Tavares, ao sul, a Favela do Sapé configurava-se como um enclave longitudinal de cerca de 1 km, com a presença de um córrego em toda a sua extensão. A situação encontrada era de altíssima densidade horizontal de ocupação, inclusive sobre o córrego que sofria frequentes enchentes, verticalização das moradias autoconstruídas e ausência de infraestrutura, serviços e espaços livres.

Com diretrizes municipais de transformar a faixa do córrego do Sapé em um Caminho verde, o projeto foi delineado a partir de duas premissas: implantar o mínimo possível de sistema viário para veículos, reduzindo o impacto de remoções adicionais e prever uma ciclovia, equipamento urbano com potencial para contribuir na integração do Sapé com o entorno.

Com o intuito de fortalecer a hierarquia viária proposta e criar articulação entre os espaços, o projeto prevê a implantação de áreas institucionais em pontos estratégicos do assentamento, assim como áreas para unidades comerciais no térreo das novas unidades habitacionais.

A definição das remoções pontuais para desadensamento e configuração de quadras partiu de estudo visando a melhoria da circulação de pedestres, insolação e ventilação, e possibilidade de implantação de equipamentos de lazer de pequeno porte em miolos de quadras e outras áreas estratégicas. Para viabilizar novas unidades habitacionais verticais o projeto buscou a abertura de clareiras com remoções concentradas em áreas que permitissem o maior número possível de unidades com menor impacto de remoções, aproveitando o sistema viário existente (externo) e evitando desestabilizar geotecnicamente os setores mais consolidados. Esta diretriz foi cruzada com a informação da condição socioeconômica das famílias e das expectativas das famílias com o projeto. Os novos conjuntos projetados para o perímetro deveriam contemplar 575 unidades, com possibilidade de reserva de uma parcela da área do térreo para unidades comerciais.