Marina de São Sebastião

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Abrangência: Bairros e Loteamentos

Classificação: Requalificação Urbana

CONCURSO NACIONAL PARA A IMPLANTAÇÃO DE MARINA E REVITALIZAÇÃO URBANA DO CENTRO HISTÓRICO DE SÃO SEBASTIÃO

  • Vitrine

    Implantação

    1 de 5

  • Vitrine

    perspectiva geral

    2 de 5

  • Vitrine

    promenade

    3 de 5

  • Vitrine

    praça

    4 de 5

  • Vitrine

    solário

    5 de 5

O presente ante-projeto propõe a criação de um espaço público destinado à fruição da paisagem e do lazer, assim como ao desempenho de atividades dinamizadoras da economia local.

As atividades de natureza econômica objetivam reforçar a estrutura local de emprego e preservar o patrimônio natural e cultural característico de S.Sebastião. Turismo, lazer, esporte, cultura, artesanato serão o campo escolhido para as atividades dinamizadoras da economia local. Não há incompatibilidade entre elas e a preservação dos patrimônios acima.

Do caráter público do espaço proposto decorre a necessidade de atender e satisfazer uma considerável variedade de fruidores: os navegantes usuários de uma marina, os turistas não navegantes, aqueles que escolherem esse local para reuniões de trabalho em ambiente sereno e aprazível; e, finalmente, os cidadãos da região que lá irão simplesmente para se encontrar, comer e beber, passear e admirar a paisagem e o movimento.

É preciso atentar para a conveniência de permitir o encontro entre usuários diferençados, assim como a de garantir a privacidade de cada grupo, notadamente dos navegantes, quando do desempenho de suas atividades específicas.

A nível regional e nacional, o espaço equipado proposto é concebido como um grande e rico ponto de encontro.

Através da implantação do aqui proposto, objetiva-se também motivar o orgulho da comunidade local pela existência em seu município de um equipamento turístico atraente, marcante, um ponto de encontro capaz de atrair pessoas de toda parte, despertando-lhes admiração e estima.

Para alcançar esses objetivos, propõe-se partir da maximização do potencial já oferecido pelo sítio, ou seja: (a) a escala e paisagem urbana do núcleo histórico preservado, e (b) a água profunda do canal e a paisagem montanhosa que serve de pano de fundo, seja a leste (ilha de S.Sebastião) seja a oeste (Serra do Mar).

A partir desse potencial propõe-se uma intervenção de escala apropriada e discreta, portanto respeitosa com relação ao núcleo histórico adjacente, evitando volumes elevados ou pretensiosos, preferindo-se alternar e articular espaços que são revelados à medida que se caminha ao longo da Passeio Costeiro - Promenade - ou da Alameda sombreada ou do principal eixo de acesso que cruza a Av. Altino Arantes.

Embora de dimensões e custos não exagerados, a intervenção deve ser inventiva e ousada, propor atividades variadas e abrir campo para atividades econômicas que justifiquem e permitam o aporte de capitais para a implantação, manutenção e operação do conjunto.

O ante-projeto deve ir além da proposição de o que fazer, propondo ao mesmo tempo como fazê-lo.

DESCRIÇÃO DO PARTIDO ADOTADO

Do mar à terra, o partido adotado pelo ante-projeto propõe, sucessivamente:

  • uma marina abrigando barcos a vela e a motor (250), construída sobre um quebra-mar com cais e fingers flutuantes, configurando a área dragada (3.50 m) e contendo grande raio para facilitar operações (mais de 80 m. de diâmetro) ; sobre o quebra-mar há sanitários, água potável e telefones públicos; sobre os flutuantes há pontos de fornecimento de água e energia;
  • uma ponte ligando a parte terrestre à marítima, concedendo a esta uma desejável e relativa privacidade;
  • uma longa promenade ou passeio costeiro (500 metros) ao longo do mar, com sua mobília para descanso ou exercícios e uma ciclovia bordejando-a;
  • um solarium, ao final da promenade, voltado para o norte e para uma ampla vista que inclui, em primeiro plano, os barcos em seu movimento de entrada e saída; a seu lado ergue-se um farol/mirante assim como o abastecimento de combustível e gelo;
  • uma área de manobra de barcos em seco, sob vasta tenda de cabos tensionados, com sua garage (150 barcos), oficinas, depósitos, salão de atividades pedagógicas, e o setor de recepção de navegantes, contendo: registro, enfermaria, sala de rádio, sala de consulta de mapas, áreas de repouso, amplos vestiários e sanitários;
  • a Praça do Cais, em frente à Ponte da Marina e ao Passeio Costeiro (ou "promenade"), definida pelo edifício do hotel, com seus cafés, lojas e chafariz;
  • o Hotel da Marina (80 apartamentos) destinado a vitalizar e ampliar o setor hoteleiro local, assim como a operar todo o equipamento hoteleiro-turístico aqui proposto;
  • o setor de flats anexos ao hotel ( cerca de 90, de 1 ou 2 pavimentos, dimensões variadas, alguns sobre pequenas lojas ), dispostos em quarteirões pequenos de unidades geminadas diversificadas, acessados através jardins residenciais que se interligam por pórticos, e/ou por pequenas vielas de pedestres; algum pequeno comércio local (cerca de 24 lojas) se concentrará ao longo das ruas de penetração ; um sobrado grande, próximo ao Hotel, abrigará a administração do conjunto hoteleiro/turístico;
  • o jardim municipal existente (Praça das Bandeiras), bem sombreado por flamboyants, redesenhado parcialmente para conter algum equipamento esportivo, e ampliado ao sul a fim de incorporar uma clareira em bosque, destinada a festas folclóricas e populares, "shows" ou ocasionais montagens de circos e parques de diversão;
  • a praia nova com seu "deck", cuja formação, já iniciada, será acelerada mediante deposição de parte do material a ser dragado (dependendo do material encontrado);
  • atravessando a Av. Altino Arantes, onde se propõe a criação de uma área - terraço da praia - destinada a mesinhas de bares e restaurantes, alcança-se o núcleo histórico, enfatizando-se sua ligação com o setor hoteleiro e a marina , mediante um renque de palmeiras esguias no sentido leste-oeste;
  • no núcleo histórico, define-se parte das ruas Três Bandeirantes e Expedicionários Brasileiros, como constituindo a nova Calçada das Convenções, pedestrianizada, marcando-se as entradas para os três conjuntos de salas (acolhendo um total de até 1.110 participantes) destinadas a reuniões, em sobrados de caráter harmônico ao dos imóveis preservados, a serem reformados ou reconstruídos apenas nos lotes não tombados indicados.