Idéias para o Novo Centro de São Paulo

Compartilhe

Abrangência: Bairros e Loteamentos

Classificação: Requalificação Urbana

CONCURSO DE NACIONAL IDÉIAS PARA O NOVO CENTRO DE SÃO PAULO

  • Vitrine

    Implantação das torres e museu do Brás

    1 de 5

  • Vitrine

    Perspectiva do conjunto

    2 de 5

  • Vitrine

    Passarela do Parque e Torres do Brás

    3 de 5

  • Vitrine

    Modelo de edificação

    4 de 5

  • Vitrine

    Estação Júlio Prestes

    5 de 5

Na elaboração das “16 idéias para a requalificação do Centro”, Jorge Wilheim teve a colaboração de Vera Severo, Eloise Amado e Rogério Marcondes. O conceito da proposta apresentada baseava-se na necessidade de civilizar o centro, o qual tinha bastante vitalidade durante o dia e pouquíssima à noite. As propostas eram todas simples e implicavam em escassos recursos financeiros exigindo, porém, muita vontade política de fazer acontecer. Cada idéia apresentada era seguida pelo tópico “como fazer acontecer”.

De leste para oeste eram as seguintes propostas:

  • recriação da Cinelândia na Av. São João e Largo Paissandu, alargando calçada e organizando festivais de cinema, construindo estacionamentos subterrâneos na área, no Largo Paissandu a na Praça Ramos de Azevedo;
  • no Triângulo Histórico, iluminação seletiva de prédios históricos e utilização de prédios ociosos para uma universidade livre, criando uma vida noturna na área;
  • redesenho dos quarteirões hoje usados pelos depósitos da área da rua Cantareira criando novo bairro na proximidade do Parque Dom Pedro I;
  • remanejamento do Parque Dom Pedro I, com densa vegetação usando as três espécies locais que produziriam o espetáculo periódico das floradas paulistanas: o cor de rosa das paineiras, o amarelo dos ipês, e o azul dos jacarandás;
  • o Parque Dom Pedro I seria atravessado por passarela mecânica facilitando a ligação entre o Brás e a colina do Pátio do Colégio;
  • redesenho do bairro do Pari, incluindo o pátio ferroviário, com edifícios mistos de altura uniforme, todos com jardim interno;
  • cobertura do terminal de ônibus com laje em que se situaria a feira popular composta pelos camelôs;
  • atrás da Casa das Retortas, recriar uma entrada do Brás, com duas torres, museu popular e quadras esportivas;
  • distribuição de “cabines do cidadão”, destinadas a informação e segurança;
  • ampliação dos programas de recuperação de crianças e demais moradores de rua;
  • instalação de sanitários públicos;
  • construção de um pavilhão de uso turístico, aos pés do Pátio do Colégio, nele instalando um espetáculo multimídia do tipo “Isto é São Paulo”;
  • tornar subterrânea a estrada de ferro da área.

Estas idéias eram acompanhadas de uma estratégia de implantação, compreendendo a formação da cidadania, a mobilização de parcerias, a articulação da área central com o restante da cidade, o uso de carros elétricos e a padronização do comércio de rua.