Processo de criação do Banco Sonoro JW

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Categoria: Eventos

Desde o final dos anos 1980, Hugo França desenvolve "esculturas mobiliárias", expressão usada primeiramente pela crítica Ethel Leon e adotada pelo designer por sua precisão em descrever a produção que ele executa a partir de resíduos florestais e urbanos - árvores condenadas naturalmente, por ação das intempéries ou pela ação do homem.

As peças criadas pelo designer nascem de um diálogo criativo com a matéria-prima: tudo começa e termina na árvore. Ela é a sua inspiração; suas formas, buracos, rachaduras, marcas de queimada e da ação do tempo provocam sua sensibilidade e o conduzem a um desenho cuidadosamente escolhido, uma intervenção mínima que gera peças únicas.

O projeto do Banco Sonoro Jorge Wilheim é uma realização de Hugo França em parceria com Ana Maria Wilheim (Legado de Jorge Wilheim), responsável pela concepção geral; e Antonio Curti (Aya Studio), criador da instalação sonora a partir da discoteca pessoal do urbanista e de registro audiovisual do debate público “Diálogos Impertinentes - O Urbano”. A instalação mobiliária contou com o apoio da Secretaria do Verde e Meio Ambiente e do Instituto Cultural Itaú.

Confira a galeria de fotos do processo de criação do Banco Sonoro:

Realocação de resíduo de eucalipto morto encontrado no Parque Ibirapuera, em São Paulo, para início da produção do mobiliário.

O processo de produção das peças de Hugo França confunde-se com o conceito do seu trabalho: a preocupação com o desperdício da madeira, sobretudo das espécies descartadas pela movelaria tradicional, e a crença de que há possibilidade de reaproveitamento total deste material tão nobre.

Desde que não tenham sofrido danos irreversíveis, praticamente todas as partes da árvore encontradas podem ser utilizadas. Raízes desenterradas, troncos ocos, toras maciças - tudo pode ser transformado em obras únicas pelo olhar e desenho de Hugo França.

A dificuldade de movimentação e transporte dos blocos monumentais de madeira determinam que os primeiros cortes sejam realizados no local onde os resíduos são encontrados.

Ali começam a surgir os primeiros sinais de mesas, bancos, cadeiras, aparadores...

Nas etapas seguintes, a peça tem seu desenho final definido e recebe acabamento.

Fonte: http://www.hugofranca.com.br

 

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